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Sal da terra e luz do mundo

Parabola-sal-luzDom Frei Severino Clasen, ofm*

O Ano Nacional do Laicato é uma convocação de toda a Igreja para que os cristão leigos e leigas compreendam e assumam sua tríplice missão, graça concedida no Batismo e confirmada no Crisma: profética, sacerdotal e real. Iniciado na Solenidade de Cristo Rei, no dia 26 de novembro, irá se estender até a mesma solenidade, em 25 de novembro de 2018.

Como profeta, cada um dos cristãos leigos e leigas é  chamado a anunciar, por meio de seu testemunho de vida e engajamento social, a Boa Notícia que a Palavra de Deus revela para os homens e mulheres de hoje, ao tempo que denuncia tudo o que nega o projeto de Deus na sociedade atual.

Enquanto sacerdote, cada cristão leigo e leiga tem como vocação ser fonte de benção nos vários ambientes de seu cotidiano – principalmente na família e no mundo do trabalho -, mas, também, nas interações pessoais e sociais. Contribui, assim, para tornar sagrados ambientes em que a vida possa estar ameaçada, desde o ventre materno até a criação em todo o planeta.

Na missão real é convocado a contribuir para coordenar grupos, equipes, movimentos e pastorais na Igreja e na sociedade, exercendo o poder como serviço aos mais desvalidos e fragilizados entre os seres humanos e na natureza.

Como são belas e exigentes essas missões batismais! Por isso, a Igreja toda quer valorizar e reconhecer  o papel desempenhado de forma organizada pelos cristãos leigos  e leigas na Igreja e na sociedade à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres.

Será um ano para despertar aqueles homens e mulheres que ainda não compreenderam sua vocação e identidade, organizando planos de formação em cada diocese e criando oportunidades para que aprofundem sua espiritualidade encarnada, baseada na Palavra de Deus e na Eucaristia.

Finalmente, por meio  da ação pastoral articulada e de vários eventos,o ano Nacional do Laicato quer deixar um legado na Igreja e na sociedade. Na sociedade, despertar para um engajamento mais efetivo nos espaços de participação e controle social, fortalecendo a democracia direta e participativa, e mobilizar para que se realize a auditoria da dívida pública no Brasil, que retira recursos das políticas sociais e os transfere para o sistema financeiro. Na Igreja se deseja valorizar e incentivar a criação e a consolidação dos ministérios laicais, bem como a animação da paróquia como rede de comunidades e a organização de conselhos do laicato em nível diocesano e regional. Enfim, quer ser uma resposta concreta ao chamado de Jesus, atendendo à convocação do Papa Francisco a sermos uma “Igreja em saída”.