Author Archives: Matheus Alves

Oração para o Ano Nacional do Laicato

Ó Trindade Santa, amor pleno e eterno, que estabelecestes a Igreja como vossa “imagem terrena”: nós vos agradecemos pelos dons, carismas, vocações, ministérios e serviços que todos os membros de vosso povo realizam como “Igreja em saída”, para o bem comum, a missão evangelizadora e a transformação social, no caminho de vosso Reino.
Nós vos louvamos pela presença e organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil, sujeitos eclesiais, testemunhas de fé, santidade e ação transformadora.
Nós vos pedimos que todos os batizados atuem como sal da terra e luz do mundo: na família, no trabalho, na política e na economia, nas ciências e nas artes, na educação, na cultura e nos meios de comunicação; na cidade, no campo e em todo o planeta, nossa “Casa Comum”.
Nós vos rogamos que todos contribuam para que os cristãos leigos e leigas compreendam sua vocação e identidade, espiritualidade e missão, e atuem de forma organizada na Igreja e na sociedade à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres.
Isso vos suplicamos pela intercessão da Sagrada Família, Jesus, Maria e José, modelos para todos os cristãos.

Amém!

Sal da terra e luz do mundo

Parabola-sal-luzDom Frei Severino Clasen, ofm*

O Ano Nacional do Laicato é uma convocação de toda a Igreja para que os cristão leigos e leigas compreendam e assumam sua tríplice missão, graça concedida no Batismo e confirmada no Crisma: profética, sacerdotal e real. Iniciado na Solenidade de Cristo Rei, no dia 26 de novembro, irá se estender até a mesma solenidade, em 25 de novembro de 2018.

Como profeta, cada um dos cristãos leigos e leigas é  chamado a anunciar, por meio de seu testemunho de vida e engajamento social, a Boa Notícia que a Palavra de Deus revela para os homens e mulheres de hoje, ao tempo que denuncia tudo o que nega o projeto de Deus na sociedade atual.

Enquanto sacerdote, cada cristão leigo e leiga tem como vocação ser fonte de benção nos vários ambientes de seu cotidiano – principalmente na família e no mundo do trabalho -, mas, também, nas interações pessoais e sociais. Contribui, assim, para tornar sagrados ambientes em que a vida possa estar ameaçada, desde o ventre materno até a criação em todo o planeta.

Na missão real é convocado a contribuir para coordenar grupos, equipes, movimentos e pastorais na Igreja e na sociedade, exercendo o poder como serviço aos mais desvalidos e fragilizados entre os seres humanos e na natureza.

Como são belas e exigentes essas missões batismais! Por isso, a Igreja toda quer valorizar e reconhecer  o papel desempenhado de forma organizada pelos cristãos leigos  e leigas na Igreja e na sociedade à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres.

Será um ano para despertar aqueles homens e mulheres que ainda não compreenderam sua vocação e identidade, organizando planos de formação em cada diocese e criando oportunidades para que aprofundem sua espiritualidade encarnada, baseada na Palavra de Deus e na Eucaristia.

Finalmente, por meio  da ação pastoral articulada e de vários eventos,o ano Nacional do Laicato quer deixar um legado na Igreja e na sociedade. Na sociedade, despertar para um engajamento mais efetivo nos espaços de participação e controle social, fortalecendo a democracia direta e participativa, e mobilizar para que se realize a auditoria da dívida pública no Brasil, que retira recursos das políticas sociais e os transfere para o sistema financeiro. Na Igreja se deseja valorizar e incentivar a criação e a consolidação dos ministérios laicais, bem como a animação da paróquia como rede de comunidades e a organização de conselhos do laicato em nível diocesano e regional. Enfim, quer ser uma resposta concreta ao chamado de Jesus, atendendo à convocação do Papa Francisco a sermos uma “Igreja em saída”.

 

Dom Paulo Cezar anuncia alteração na Equipe de Formação

Dom Paulo Cezar anuncia alteração na Equipe de Formação

Dom Paulo Cezar anuncia alteração na Equipe de Formação

 

Por Assessoria de comunicação e imprensa da Diocese de São Carlos/ Foto: Sidney Prado

Na manhã desta terça-feira (19) Dom Paulo Cezar Costa se reuniu com reitores e vice- reitores compondo uma nova equipe formativa para 2018. Entre as alterações está a chegada de um novo Reitor para o Seminário de Filosofia e de dois novos Vices- Reitores para as casas: Propedêutico e Teologia.

Propedêutico

O Seminário Propedêutico Rainha dos Apóstolos passará a contar com Padre Marcelo Vicentin, que assumirá como vice-reitor em 2018 com a função de orientador na casa, junto ao reitor, Padre Toninho.

Filosofia

Quem assumirá a função de reitor em 2018 no Seminário Maior João Paulo II (Filosofia) é o Padre José Carneiro de Oliveira Filho (Padre Zezinho), que atua na Paróquia Senhor Bom Jesus, em Mineiros do Tietê. Ele também será responsável pelo Serviço de Animação Vocacional (SAV), junto ao atual vice-reitor Padre Sergio Leonel.

Teologia

A Casa de Formação da Teologia da Diocese de São Carlos terá novo vice-reitor: Padre Robson Caramano, que assumirá a função a partir de 2018.

Irá trabalhar junto ao Reitor Cônego Luis Celso Biffi, na melhoria, gestão e Formação de todos os integrantes da casa.

“Aos sacerdotes que desempenharam as funções, o nosso sincero agradecimento pelo empenho, dedicação, e articulação que realizou durante este período que estiveram à frente dos trabalhos vocacionais e pastorais”, conclui Dom Paulo Cezar.

Oração Missionária

“Ó Deus de suprema bondade e infinita sabedoria, que num sopro Divino criou o mundo e permitiu que a sua evolução se desse através de pontes materiais, espirituais e virtuais espalhadas pela terra, unindo as comunidades, regiões e países, nós vos pedimos que nos façais construtores e atravessadores de pontes a levar a Vossa Palavra e compartilhar a misericórdia, o perdão e a amizade entre nossos irmãos.

Sabemos que o Senhor acredita em nós e, por isso, nos confiou essa missão evangelizadora. Temos consciência de que não há presente maior do que ser lembrado por Vós, Pai Eterno, e, mais ainda, de ser merecedor de Vossa Divina atenção.

Coloque em nós o ardor missionário e a certeza de que estaremos unidos na construção de pontes de Amor e Fé.

Sob o olhar piedoso e carinhoso da Virgem Santíssima, abençoa-nos para sempre.

Amém!

Marques e Fatima
Eq. 03 – N. S. Auxiliadora
Setor C – Fortaleza -CE

“Ouvi os clamores do meu povo!”

(…)

Estamos às portas de 2018! No próximo ano, vamos recordas os trinta anos da Campanha da Fraternidade(CF) de 1988, que teve por lema “Ouvi o clamor deste povo” (Ex 3,7) e se propôs a refletir sobre “a presença do povo negro na sociedade brasileira”. Na ocasião, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) dispôs-se a abordar um tema que, por razões históricas, considerava complexo e polêmico, reconhecendo que a Igreja “nem sempre tratou a Situação vivida pelos negros com ‘a devida atenção evangelizadora e libertadora'”. Em janeiro de 2018, na cidade de Londrina (PR), ocorrerá o 14° Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base. O tema é: “CEBs e os desafios do mundo urbano”, e o lema inspira-se na mesma passagem bíblica do lema da CF 1988, procurando refletir sobre os tempos difíceis que o povo brasileiro vive atualmente: “Eu ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-los” (Ex 3,7). São questões que clamam aos céus: a situação específica do povo negro e a posição de todos aqueles que buscam alternativas de vida digna no mundo urbano e em como viver a fé cristã de modo coerente com o Deus Libertador que ouve os clamores das vítimas de tantas injustiças.

(…)

 

José Ricardo Baptista
Revista O Mensageiro de Santo Antônio
Novembro de 2017

Comunidades Eclesiais de Base – Opção preferencial pelos pobres e protagonismo dos leigos

Por Gibran Luis Lachowski e Ana Paula Carnahiba

As comunidades Eclasiais de Base (CEBs) surgiram após os ventos progressistas do Concílio Vaticano II (1962-1965) e ganharam força com a II Conferência Geral do Episcopado Latino Americano, em Medellín (Colombia), em 1968. Naquele momento histórico, setores da Igreja Católica defenderam a opção preferencial pelos pobres e o protagonismo dos leigos no serviço pastoral. Assim, inspiradas num profetismo encarnado na realidade concreta do povo, é que se estabeleceram as CEBs no Brasil e em vários outros paises da América Latina.

Esse modelo de trabalho pastoral, até hoje repercutido em seu cancioneiro, foi proclamado como “um novo jeito de ser Igreja”. A forma inovadora valoriza a espiritualidade popular, com sua riqueza e diversidade cultural, reconhecendo os múltiplos rostos das comunidades. Por consequência, as CEBs trazem em si a crítica a um modelo de Igreja centralizador, clerical e fechado no dogmatismo.

O “novo jeito de ser Igreja” coloca o laicato no centro da ação profética, irmanado com padres, bispos, irmãs, diáconos e demais entes da estrutura hierárquica comprometidos com uma espiritualidade “pé no chão”. Por um lado, novidade, mas, por outro, retomada de um jeito originário de ser Igreja, como faziam os primeiros cristãos, a partir de pequenas comunidades, na dimensão da igreja casa, acolhedora, num misto de fé e vida diária.

Nesse sentido, as CEBs compreendem um modelo de reflexão e ação pastoral que enxerga Deus não numa relação isolada, entre eu e Ele, mas que percebe a divindade ao abrir os olhos à irmã e ao irmão. Tal comparação se ancora na Teologia da Libertação (TL), um dos sustentáculos teóricos das CEBs.

Criada no fim dos anos 1960, a TL se estruturou a partir de um Jesus Cristo libertador das opressões religiosa, econômica e politica de sua época e voltou-se à discussão teológica sobre o subdesenvolvimento da América Latina do século XX. Tornou-se forte alicerce na luta contra a ditadura brasileira e de outras nações latinas, como nos processos de redemocratização.

Afinal, ao estender a mão à prostituta e ao cego, ajoelhar-se para lavar os pés dos comuns, revirar as bancas dos comerciantes no templo e reduzir o deus dinheiro a seu divido tamanho, Jesus enfrentou as estruturas do poder. Por isso foi preso, torturado e assassinado. Mas seu exemplo repercute até hoje, evidenciando a ressurreição.

Envolta nesse caldo sociopolítico, teológico e cultural, as CEBs pontificaram-se como instância de denúncia das mazelas dos pequeninos de Deus e do anúncio de um Reino de Paz de Justiça aqui na terra. Criaram entidades de apoio às populações em situação de vunerabilidade, como a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e o conselho Indigenista Missionário (Cimi). E cultivam os mártires da caminhada, fazendo memória de pessoas que deram a vida em nome das causas populares, entre eles o seringueiro Chico Mendes, o Padre João Bosco Burnier, a Irmã Dorothy Stang, o índio Simão Bororo e a líder rural Margarida Alves.

Desse modo, as CEBs se colocam hoje como portadoras de um jeito de ser Igreja que se expressa no profetismo de uma ação pastoral que vai até onde o povo está, no fortalecimento da rede de comunidades e na formação permanente de lideranças leigas. Constituem-se como um setor da Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dividem-se em regionais e têm suas instâncias de organização, debate e deliberação. Além disso, possuem encontros periódicos, dos quais o Intereclesial é o de maior envergadura. Realizado a cada quatro anos, o evento trata de um tema central, discutido em etapas anteriores, a partir da metodologia ver, julgar e agir.

O próximo Intereclesial, o 14°, será em janeiro de 2018, em Londrina (PR), com expectativa de 3,5 mil pessoas do país inteiro, e vai debater “Os desafios das CEBs diante do mundo urbano”. Tema urgente e complexo, que se refere a um Brasil de 208 milhões de habitantes, com 84% deles vivendo nas cidades e 25% do PIB concentrado em apenas cinco deles, conforme dados do IBGE. Um baita desafio a ser discutido à luz do Evangelho de Cristo. Amém! Axé! Awire! Aleluia!

Revista Ave Maria / Novembro de 2017

 

Oração pelos Sacerdotes

Queremos pedir-te pelos nossos sacerdotes, nossos pastores e guias, nossos evangelizadores e santificadores, nossos intercessores junto de Ti, para que sejam fiéis ao dom do sacerdócio que receberam e vivam apaixonados por Ti, Jesus Sacerdote, e pelo Povo de Deus que Tu lhes confiaste. Fá-lo santos, humildes e pobres de coração, castos e obedientes à Mãe Igreja. Fá-los verdadeiros bons pastores e bons samaritanos. Que sejam testemunhos vivos do amor do Teu Coração, que conduzam o Povo de Deus com sabedoria e misericórdia, que vivam apaixonados pela Palavra e pela Eucaristia, que tenham gosto em administrar os sacramentos, que sejam contemplativos e homens de profunda oração, que não lhes falte o amor e dedicação aos pobres. Aos doentes, aos marginalizados, aos que sofrem. Fá-los alegres e felizes na vivência do sacerdócio. Ampara, Jesus, os mais idosos e os mais doentes, os que se sentem mais tentados ou desanimados. Protege-os nas suas dificuldades, fortalece-os nas suas fragilidades. Sê Jesus, seu amparo, seu refúgio, para que animados pelo sopro do Espírito tenham o coração abrasado pelo fogo do Teu amor. Amém!

Salmo dos Corruptos – Salmos 52 (14) ou 13 (53)

Dom José Maria Maimone

Bispo de Umuarama (PR)

 

Ao rezar o salmo 52, nesse tempo em que todos os meios de comunicação do Brasil falam só da corrupção dos nossos políticos, é impossível não pensar neles e na situação vergonhosa e desastrosa em que estamos vivendo no país da Santa Cruz.

Parece até que o salmista, autor deste salmo está vivendo hoje e aqui, entre os brasileiros.

Embora a maioria dos nossos políticos se intitule cristãos, na pratica eles são ateus e devem repetir estas do início do salmo: “Deus não existe! É uma fantasia!” (v. 2).

“Eles se corromperam e se entregaram a todo tipo de perversidade e abominação. Nenhum deles pratica o bem.” ( 2).

E o salmo continua afirmando que, do céu, Deus procura entre eles alguém que ainda creia nele, mas não encontra um sequer, pois “a corrupção é grande. Contaminaram-se uns aos outros e já não há quem faça o bem. Não existe um sequer!” (4).

Depois, o salmista pensa naqueles que sofrem as consequências da desonestidade, aqueles que são pobres e trabalhadores: “Será que esses malvados não percebem que estão explorando e matando o povo? Povo que trabalha e se sacrifica a fim de produzir para eles o alimento e as riquezas, que são dons preciosos do Deus que eles desprezam?” ( 5)

O salmista espera (e nós também) que chegue o dia em que a justiça será feita. Dia em que cada um receberá e cumprirá a devida pena, Dia em que termine a perda de tempo e de dinheiro sem resultados, pois não retorno dos bens roubados e tudo parece acabar em marmelada.

“Mas virá grande temor sobre os ímpios. E eles, que não conheciam o medo, vão tremer apavorados, porque Deus dispersará os que agridem os seus fiéis”. (6).

E o salmo termina assim: “Haverá grande exultação, paz profunda e muita alegria quando o Senhor libertar o seu povo. Venha do céu a salvação de Israel” (7).

Nós também queremos terminar assim essa nossa oração: Que Deus olhe para nós com misericórdia e nos dê também, paz, alegria e muita exultação. Que venha do céu de anil a salvação do Brasil!

3° Encontro de Discernimento Vocacional Paroquial

A Pastoral Vocacional de nossa paróquia estará realizando o 3° Encontro de Discernimento Vocacional Paroquial para meninos e meninas, no dia 10 de setembro. Os interessados devem confirmar a presença até o dia 06 de setembro.

vocacional

Viver dentro

Chiara Lubich

Queremos converter-nos, Senhor. Até agora vivemos “fora”; – doravante, devemos viver “dentro”, como Maria.

Porque até o viver “fora”, voltador para o próximo ou para as obras – mesmo que seja por amor a Deus- se não for corrigido por uma força espiritual que atrai a alma continuamente para seu íntimo, pode tornar-se motivo de divagação, com muito tagarelar inútil, com “coisas santas” dadas aos “cães”.

Viver dentro

Viver “dentro”, crescer interiormente, desapegar-se de tudo, não para ficar suspenso entre o céu e a terra, mas “enraizados” no Céu, fixados no Coração de Cristo, através do Coração de Maria, numa vivência trinitária, prenuncio da vida que virá.

Viver “dentro” e só oferecer ao próximo a seiva que jorra do Céu dentro de nós, para servi-lo realmente e não o escandalizar com a nossa demasiado pouca santidade.

Como Maria

Viver “dentro”, como Maria, a inatingível, a Mãe amada, a Rainha, a Guia, que vence Satanás ancorada em Deus e não com atitudes exteriores que lhe são remotas como a terra, do céu.

Viver “dentro”, suspensos na cruz por nossas mãos, para que Cristo continue, inclusive por meio de nós, a obra de reunificação de um mundo farsante que sofre, que espera, que quer esquecer, que teme, que á dó ao nosso coração hoje, como a multidão, ontem, a Jesus.

Para arrastar o mundo

Viver “dentro” para arrastar o mundo que só vive “fora”, para os abismos dos mistérios do espírito, onde nos elevamos e repousamos, recebemos conforto e fanhamos novas forças, e retomamos alento para voltar à terra e continuar a batalha cristã até a morte.