Arquivos Mensais: maio 2017

114° Festa em louvor a Santo Antonio

Cartaz Festa de Santo Antonio

 

Iniciamos neste dia 31, a 114° Festa em louvor a Santo Antonio, com a trezena. Vamos prestigiar essa tradição de nossa cidade!

“A oração liturgica”

Qualquer oração, mesmo feita em particular, é sempre comunhão com Cristo e com a Igreja, por ser sempre o cristão membro de Cristo e da Igreja; trata-se da comunhão intima interior, entre a alma e Deus. Outra forma de oração existe em que tal com comunhão assume também dimensão externa, visível, comunitária: é a oração litúrgica, mediante a qual a Igreja, unida a Cristo, sua Cabeça e Esposo seu, oferece a Deus o culto integral.

Não é o homem puro espírito, mas espírito encarnado; deve, portanto, empenhar na oração não só as faculdades espirituais: inteligência e vontade, mas também as afetivas: coração, sensibilidade; e até a imaginação, os sentidos e a atitude externa. O homem todo deve rezar. Consegue-o na oração litúrgica. Que não é só no culto interno, mas também externo, expresso com as orações em comunidade, os cânticos, os gestos, as cerimonias. Se o culto interno é essencial, porque sem ele o externo seria formalismo e farisaísmo, não haveremos, porém, de desvalorizar o culto externo. Exprime justamente a sagrada liturgia “a genuína natureza da verdadeira Igreja, que tem a característica de ser, ao mesmo tempo, humana e divina, visível, mas dotada de realidades invisíveis, fervorosa na ação e entregue à contemplação”.

Desde os primórdios da Igreja, perseveraram os cristãos “nas reuniões em comum na fração do pão e nas orações.. louvando juntos a Deus”. Foram as primeiras reuniões eclesiais, cujo centro era Jesus presente na Eucaristia. Valor intrínseco tem, portanto, a oração litúrgica, valor objetivo, proveniente do infinito valor do sacrifício e da oração de cristo. É , por isso, a oração litúrgica o sustentáculo da oração particular, enquanto supre as deficiências desta e alimenta com a graça proveniente da presença e ação vivificante de Cristo. Quando sofremos com a pobreza de nossa oração pessoal, grande conforto é nos refugiarmos na oração litúrgica, a grande oração de Cristo e da Igreja. Por outro lado, precisa ser a oração litúrgica acompanhada pela oração pessoal dos fiéis, que dela participam. Já vimos que a oração litúrgica tem valor intrínseco, é sempre a oração de Cristo e da Igreja. Isto: embora esteja distraído o orante. Entretanto, só aproveita dela o individuo na medida de sua fé, sua devoção e empenho pessoal. Portanto, oração litúrgica e oração pessoal jamais se contrapõe nem se separam; hão de estar sempre unidas de modo que s compenetrem, vivificando-se  completando-se mutuamente.