Arquivos Mensais: fevereiro 2017

Catequese e misericórdia

A face de deus que se revela em jesus Cristo é um rosto totalmente voltado para o ser humano. Jesus justamente no mundo. Ele nos ajuda a ver para além das fronteiras que criamos para que outras pessoas não possam entrar e nos incomodar. Misericórdia exige atitude. A misericórdia de Deus é expressa em gestos concretos e sempre prevalece sobre um possível ideário de destruição. Portanto, não é uma ideia abstrata. A misericórdia se insere no cotidiano e a partir do cotidiano, revela a face de Deus.

Em Cristo e por Cristo, Deus com a sua misericórdia, torna-se também particularmente visível, isto é, põe-se em evidência o atributo da divindade, que já o Antigo Testamento, servindo-se de diversos conceitos e termos, tinha chamado misericórdia. Cristo confere toda tradição do Antigo Testamento, quanto a misericórdia divina, sentido definitivo.

A misericórdia é, assim, sentimento e gesto. Sentimento porque revela de forma concreta o amor de Deus por nós na encarnação do verbo. E também gesto, porque o Senhor veio ao encontro das pessoas e tocou nelas, manifestando sua bondade e ternura sobre tudo para com os pobres. A misericórdia é assim, a arte de reconhecer, de perdoar e saber perdoar. A política do perdão vem de dentro para fora. Exatamente como Jesus disse: O que torna o homem impuro não é o que entra pela boca, mas o sai da boca, isso é o torna impuro ( Mt 15, 11).

Em nosso interior não existe apenas anseios espirituais, mas também áreas onde Deus não habita. Aquele que não enfrenta a própria sombra acaba por projetá-la inconscientemente no outro. Isso requer humildade, coragem de descer do pedestal da imagem idealizada, de curvar-se á sujeira da própria realidade.

A pessoa que não se aceita plenamente sabe o que não pode fazer e faz, sabe que pode fazer o bem e não faz, sabe o que quer e não busca realizar. Então, quando lembro dos pecados não é para carregar a culpa, mas para experimentar a grandeza do perdão que tudo cura e transforma.

Lembrar dos pecados é uma política do saber perdoar porque educa na fé e reforça a ética, ou seja, núcleo espiritual do agir humano que norteia a vida. Somente com a capacidade de lembrar o que se faz de mal com objetivo de se superar é que a pessoa compreenderá a misericórdia de Deus e saberá perdoar as ofensas como pedimos tantas vezes no Pai Nosso.

Papa Francisco: o que fazer nos momentos de tentação?

“Com o Diabo não se dialoga, porque você acaba em pecado e corrupção”

Papa Francisco: o que fazer nos momentos de tentação?

Na fraqueza das tentações, que “todos” temos, a graça de Jesus nos ajuda a não nos escondermos do Senhor, mas a pedir perdão para nos levantar e ir em frente. Foi o que disse o Papa Francisco na missa da manhã desta sexta-feira na Casa Santa Marta, refletindo sobre o diabo que tenta seja Adão e Eva, seja Jesus. Mas, recorda o Pontífice, com o Diabo não se dialoga, porque você acaba em pecado e corrupção.

As tentações levam a se esconder do Senhor, permanecendo com a nossa “culpa”, com o nosso “pecado”, com a nossa “corrupção”. Partindo da primeira leitura de hoje do Livro do Gênesis, o Papa Francisco se detém sobre a tentação de Adão e Eva, e em seguida, sobre a de Jesus no deserto. É o diabo – explica – que “se mostra sob a forma de uma serpente”: é “atraente” e com a sua astúcia tenta “enganar”, é “especialista” nisto, é o “pai da mentira”, é um “mentiroso”. Sabe, portanto como enganar, como “trapacear” as pessoas. Fá-lo com Eva: a faz “se sentir bem”, diz o Papa, e assim começa o “diálogo” e “passo a passo” o diabo a leva onde ele quer. Com Jesus é diferente, para o diabo “termina mal”, recorda Francisco.“Procura dialogar” com Cristo, porque “quando o diabo engana uma pessoa o faz com o diálogo”: tenta enganá-lo, mas Jesus não cede. Então o diabo se revelada por aquilo que é, mas Jesus dá uma resposta “que não é sua”, é a da Palavra de Deus, porque “com o diabo não se pode dialogar”: acaba-se como Adão e Eva, “nus”:

“O diabo é um mau pagador, não paga bem! É um trapaceiro! Ele promete tudo e deixa você nu. Também Jesus acabou nu mas na cruz, por obediência ao Pai, outra estrada. A serpente, o diabo é inteligente: você não pode dialogar com o diabo. Todos nós sabemos o que são as tentações, todos nós sabemos, porque todos nós temos. Muitas tentações de vaidade, de orgulho, cobiça, avareza … Tantas”.

Hoje, acrescentou o Papa, se fala muito de corrupção. Também por isso, se deve pedir ajuda ao Senhor:

“Muitos corruptos, existem muitas pessoas importantes corruptas no mundo, que conhecemos suas vidas através dos jornais. Talvez começaram com uma pequena coisa, não sei, não ajustando bem o balanço e o que era um quilo façamos novecentos gramas, mas era um quilo! A corrupção começa de pequenas coisas como esta, com o diálogo: Não, não é verdade que esta fruta vai fazer mal a você! Coma! É boa! É pouca coisa, ninguém vai perceber! Faz, faz! E pouco a pouco cai-se no pecado, na corrupção.”

A Igreja nos ensina a “não ser ingênuos”, a não ser “tolos”, disse o Papa. Portanto, ter os “olhos abertos” e pedir ajuda a Deus “porque sozinhos não conseguimos”. Adão e Eva se escondem do Senhor, ao invés disso é preciso a graça de Jesus para “voltar e pedir perdão”:

“Na tentação não há diálogo, se reza: Ajuda-me Senhor, sou fraco. Não quero me esconder de você. Isso é coragem, isso é vencer. Quando você começa a dialogar terminará vencido, derrotado. Que o Senhor nos dê a graça e nos sustente nesta coragem e se formos enganados pela nossa fraqueza na tentação que Ele nos dê a coragem de nos levantar e seguir em frente. Jesus veio para isso.”

FONTE: http://pt.aleteia.org/2017/02/10/papa-francisco-o-que-fazer-nos-momentos-de-tentacao/

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA A QUARESMA DE 2017

Estamos prestes a começar o período quaresmal. Tempo este de reflexão, de fazer penitência e de buscarmos a conversão.

Para todo povo e em especial para nós cristãos católicos, não podemos deixar de viver a Quaresma. Precisamos ter os olhos voltados para a Vida, Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus, e ao mesmo tempo ter os olhos voltados para a vida do irmão, especialmente os mais pobres e marginalizados.

O Papa Francisco, em sua “Mensagem para a Quaresma 2017″ destacou:

“A Quaresma é o momento favorável para intensificarmos a vida espiritual através dos meios santos que a Igreja nos propõe: o jejum, a oração e a esmola. Na base de tudo isto, porém, está a Palavra de Deus, que somos convidados a ouvir e meditar com maior assiduidade neste tempo. Aqui queria deter-me, em particular, na parábola do homem rico e do pobre Lázaro (cf. Lc 16, 19-31). Deixemo-nos inspirar por esta página tão significativa, que nos dá a chave para compreender como temos de agir para alcançarmos a verdadeira felicidade e a vida eterna, incitando-nos a uma sincera conversão”.

Precisamos buscar a conversão diariamente, desejando uma vida de mudanças, abrindo nossas mentes e corações para a escuta da palavra e que assim, ela seja sinalizada pelo acolhimento ao dom dos irmãos.

Por Sidney Prado – Assessoria de Imprensa – Diocese de São Carlos

Jesus nos ama e reza por nós

Em João capitulo dezessete encontramos a mais bela expressão de amor, entre Jesus, o Pai e nós, amor de um amigo que fala a outro amigo de verdade e com o coração aberto. Na última ceia Jesus diz, como o Pai me ama, eu também vos amo. Permanecei no meu amor, este é o meu mandamento, amai-vos…eu vos chamo de amigos, porque dei a conhecer tudo o quanto ouvi de meu Pai ( Jo 15, 9-15). Precisamos abrir nossos corações para acolher sua confidência e escutá-lo na intimidade da fé como um amigo que se abre ao outro não só para escutar, mas viver seu ensinamento de amor. Na Cruz revela que o amor é mais forte que as obras e palavras, amor esse que se expressa numa doação total ao Pai por amor a seus amigos. Olhando a Jesus coberto de sangue e suor, vemos um amigo que amou até o fim, numa intensa comunhão entre o céu e a terra. O amor que espera ser amado. O amigo Eterno quer nossa alegria, sua alegria deve ser partilhada conosco. Alegria que nasce da escuta da Palavra de Deus, que deve ser acolhida e vivida na fé. O discípulo amado que reconhece o Amor do Amado que entregou sua vida por amor, só resta reconhecer, o amor salva e liberta.

Pe. José Carneiro de Oliveira Filho

Tarde de Espiritualidade

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Aconteceu em nossa paróquia, neste domingo, dia 05 de fevereiro, a Tarde de Espiritualidade para os leitores, animadores, salmistas e equipes da canto.

A Palavra se tornou alimento

Para quem escuta, a palavra se torna alimento, ou melhor, comida, sustento para quem ouve porque já não é mais o mesmo, se tornou outra pessoa. A palavra não significa recordação, mas vivência, testemunho e missão. Carne da minha carne, vida da minha vida.
Como diz o profeta Isaías, a Palavra não volta sem antes fazer seu efeito, ninguém fala por falar, seja qual for á palavra pronunciada, ela faz seu efeito. Pode edificar e machucar, ou até mesmo destruir. A Palavra se torna encontro. Disse Jesus, quem come a minha carne vive eternamente. A carne que eu darei é a minha vida para a salvação do mundo. A palavra que pronunciamos pode ser vida ou morte para o outro.
A palavra se torna caminho verdade e vida. Eu sou o que falo. Sou identificado por aquilo que pronuncio. Por meio de minha palavra serei conhecido. A palavra que pronuncio tem vida.
Seremos evangelizados, educados, amados por meio da palavra. Sou o que sou através de minha comunicação. Alguém segue o outro porque escutou sua voz. A palavra faz as pessoas se aproximarem, se organizarem ou até mesmo guerrearem.
Sou conhecido porque minhas palavras foram pronunciadas e através da mesma tornei-me único.
A palavra revela o ser humano plenamente em gestos e atitudes. Sou o que sou naquilo que escuto e falo. A palavra se tornou conseqüência em minha trajetória humana e histórica, levando-me a uma experiência fundamental de vida. A palavra é uma transfiguração confirmada de quem sou eu, o que faço e o que pretendo ser.
A palavra é a essência da vida.