Oração para o Ano Nacional do Laicato

Ó Trindade Santa, amor pleno e eterno, que estabelecestes a Igreja como vossa “imagem terrena”: nós vos agradecemos pelos dons, carismas, vocações, ministérios e serviços que todos os membros de vosso povo realizam como “Igreja em saída”, para o bem comum, a missão evangelizadora e a transformação social, no caminho de vosso Reino.
Nós vos louvamos pela presença e organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil, sujeitos eclesiais, testemunhas de fé, santidade e ação transformadora.
Nós vos pedimos que todos os batizados atuem como sal da terra e luz do mundo: na família, no trabalho, na política e na economia, nas ciências e nas artes, na educação, na cultura e nos meios de comunicação; na cidade, no campo e em todo o planeta, nossa “Casa Comum”.
Nós vos rogamos que todos contribuam para que os cristãos leigos e leigas compreendam sua vocação e identidade, espiritualidade e missão, e atuem de forma organizada na Igreja e na sociedade à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres.
Isso vos suplicamos pela intercessão da Sagrada Família, Jesus, Maria e José, modelos para todos os cristãos.

Amém!

Sal da terra e luz do mundo

Parabola-sal-luzDom Frei Severino Clasen, ofm*

O Ano Nacional do Laicato é uma convocação de toda a Igreja para que os cristão leigos e leigas compreendam e assumam sua tríplice missão, graça concedida no Batismo e confirmada no Crisma: profética, sacerdotal e real. Iniciado na Solenidade de Cristo Rei, no dia 26 de novembro, irá se estender até a mesma solenidade, em 25 de novembro de 2018.

Como profeta, cada um dos cristãos leigos e leigas é  chamado a anunciar, por meio de seu testemunho de vida e engajamento social, a Boa Notícia que a Palavra de Deus revela para os homens e mulheres de hoje, ao tempo que denuncia tudo o que nega o projeto de Deus na sociedade atual.

Enquanto sacerdote, cada cristão leigo e leiga tem como vocação ser fonte de benção nos vários ambientes de seu cotidiano – principalmente na família e no mundo do trabalho -, mas, também, nas interações pessoais e sociais. Contribui, assim, para tornar sagrados ambientes em que a vida possa estar ameaçada, desde o ventre materno até a criação em todo o planeta.

Na missão real é convocado a contribuir para coordenar grupos, equipes, movimentos e pastorais na Igreja e na sociedade, exercendo o poder como serviço aos mais desvalidos e fragilizados entre os seres humanos e na natureza.

Como são belas e exigentes essas missões batismais! Por isso, a Igreja toda quer valorizar e reconhecer  o papel desempenhado de forma organizada pelos cristãos leigos  e leigas na Igreja e na sociedade à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres.

Será um ano para despertar aqueles homens e mulheres que ainda não compreenderam sua vocação e identidade, organizando planos de formação em cada diocese e criando oportunidades para que aprofundem sua espiritualidade encarnada, baseada na Palavra de Deus e na Eucaristia.

Finalmente, por meio  da ação pastoral articulada e de vários eventos,o ano Nacional do Laicato quer deixar um legado na Igreja e na sociedade. Na sociedade, despertar para um engajamento mais efetivo nos espaços de participação e controle social, fortalecendo a democracia direta e participativa, e mobilizar para que se realize a auditoria da dívida pública no Brasil, que retira recursos das políticas sociais e os transfere para o sistema financeiro. Na Igreja se deseja valorizar e incentivar a criação e a consolidação dos ministérios laicais, bem como a animação da paróquia como rede de comunidades e a organização de conselhos do laicato em nível diocesano e regional. Enfim, quer ser uma resposta concreta ao chamado de Jesus, atendendo à convocação do Papa Francisco a sermos uma “Igreja em saída”.

 

Dom Paulo Cezar anuncia alteração na Equipe de Formação

Dom Paulo Cezar anuncia alteração na Equipe de Formação

Dom Paulo Cezar anuncia alteração na Equipe de Formação

 

Por Assessoria de comunicação e imprensa da Diocese de São Carlos/ Foto: Sidney Prado

Na manhã desta terça-feira (19) Dom Paulo Cezar Costa se reuniu com reitores e vice- reitores compondo uma nova equipe formativa para 2018. Entre as alterações está a chegada de um novo Reitor para o Seminário de Filosofia e de dois novos Vices- Reitores para as casas: Propedêutico e Teologia.

Propedêutico

O Seminário Propedêutico Rainha dos Apóstolos passará a contar com Padre Marcelo Vicentin, que assumirá como vice-reitor em 2018 com a função de orientador na casa, junto ao reitor, Padre Toninho.

Filosofia

Quem assumirá a função de reitor em 2018 no Seminário Maior João Paulo II (Filosofia) é o Padre José Carneiro de Oliveira Filho (Padre Zezinho), que atua na Paróquia Senhor Bom Jesus, em Mineiros do Tietê. Ele também será responsável pelo Serviço de Animação Vocacional (SAV), junto ao atual vice-reitor Padre Sergio Leonel.

Teologia

A Casa de Formação da Teologia da Diocese de São Carlos terá novo vice-reitor: Padre Robson Caramano, que assumirá a função a partir de 2018.

Irá trabalhar junto ao Reitor Cônego Luis Celso Biffi, na melhoria, gestão e Formação de todos os integrantes da casa.

“Aos sacerdotes que desempenharam as funções, o nosso sincero agradecimento pelo empenho, dedicação, e articulação que realizou durante este período que estiveram à frente dos trabalhos vocacionais e pastorais”, conclui Dom Paulo Cezar.

Oração Missionária

“Ó Deus de suprema bondade e infinita sabedoria, que num sopro Divino criou o mundo e permitiu que a sua evolução se desse através de pontes materiais, espirituais e virtuais espalhadas pela terra, unindo as comunidades, regiões e países, nós vos pedimos que nos façais construtores e atravessadores de pontes a levar a Vossa Palavra e compartilhar a misericórdia, o perdão e a amizade entre nossos irmãos.

Sabemos que o Senhor acredita em nós e, por isso, nos confiou essa missão evangelizadora. Temos consciência de que não há presente maior do que ser lembrado por Vós, Pai Eterno, e, mais ainda, de ser merecedor de Vossa Divina atenção.

Coloque em nós o ardor missionário e a certeza de que estaremos unidos na construção de pontes de Amor e Fé.

Sob o olhar piedoso e carinhoso da Virgem Santíssima, abençoa-nos para sempre.

Amém!

Marques e Fatima
Eq. 03 – N. S. Auxiliadora
Setor C – Fortaleza -CE

“Ouvi os clamores do meu povo!”

(…)

Estamos às portas de 2018! No próximo ano, vamos recordas os trinta anos da Campanha da Fraternidade(CF) de 1988, que teve por lema “Ouvi o clamor deste povo” (Ex 3,7) e se propôs a refletir sobre “a presença do povo negro na sociedade brasileira”. Na ocasião, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) dispôs-se a abordar um tema que, por razões históricas, considerava complexo e polêmico, reconhecendo que a Igreja “nem sempre tratou a Situação vivida pelos negros com ‘a devida atenção evangelizadora e libertadora'”. Em janeiro de 2018, na cidade de Londrina (PR), ocorrerá o 14° Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base. O tema é: “CEBs e os desafios do mundo urbano”, e o lema inspira-se na mesma passagem bíblica do lema da CF 1988, procurando refletir sobre os tempos difíceis que o povo brasileiro vive atualmente: “Eu ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-los” (Ex 3,7). São questões que clamam aos céus: a situação específica do povo negro e a posição de todos aqueles que buscam alternativas de vida digna no mundo urbano e em como viver a fé cristã de modo coerente com o Deus Libertador que ouve os clamores das vítimas de tantas injustiças.

(…)

 

José Ricardo Baptista
Revista O Mensageiro de Santo Antônio
Novembro de 2017

Comunidades Eclesiais de Base – Opção preferencial pelos pobres e protagonismo dos leigos

Por Gibran Luis Lachowski e Ana Paula Carnahiba

As comunidades Eclasiais de Base (CEBs) surgiram após os ventos progressistas do Concílio Vaticano II (1962-1965) e ganharam força com a II Conferência Geral do Episcopado Latino Americano, em Medellín (Colombia), em 1968. Naquele momento histórico, setores da Igreja Católica defenderam a opção preferencial pelos pobres e o protagonismo dos leigos no serviço pastoral. Assim, inspiradas num profetismo encarnado na realidade concreta do povo, é que se estabeleceram as CEBs no Brasil e em vários outros paises da América Latina.

Esse modelo de trabalho pastoral, até hoje repercutido em seu cancioneiro, foi proclamado como “um novo jeito de ser Igreja”. A forma inovadora valoriza a espiritualidade popular, com sua riqueza e diversidade cultural, reconhecendo os múltiplos rostos das comunidades. Por consequência, as CEBs trazem em si a crítica a um modelo de Igreja centralizador, clerical e fechado no dogmatismo.

O “novo jeito de ser Igreja” coloca o laicato no centro da ação profética, irmanado com padres, bispos, irmãs, diáconos e demais entes da estrutura hierárquica comprometidos com uma espiritualidade “pé no chão”. Por um lado, novidade, mas, por outro, retomada de um jeito originário de ser Igreja, como faziam os primeiros cristãos, a partir de pequenas comunidades, na dimensão da igreja casa, acolhedora, num misto de fé e vida diária.

Nesse sentido, as CEBs compreendem um modelo de reflexão e ação pastoral que enxerga Deus não numa relação isolada, entre eu e Ele, mas que percebe a divindade ao abrir os olhos à irmã e ao irmão. Tal comparação se ancora na Teologia da Libertação (TL), um dos sustentáculos teóricos das CEBs.

Criada no fim dos anos 1960, a TL se estruturou a partir de um Jesus Cristo libertador das opressões religiosa, econômica e politica de sua época e voltou-se à discussão teológica sobre o subdesenvolvimento da América Latina do século XX. Tornou-se forte alicerce na luta contra a ditadura brasileira e de outras nações latinas, como nos processos de redemocratização.

Afinal, ao estender a mão à prostituta e ao cego, ajoelhar-se para lavar os pés dos comuns, revirar as bancas dos comerciantes no templo e reduzir o deus dinheiro a seu divido tamanho, Jesus enfrentou as estruturas do poder. Por isso foi preso, torturado e assassinado. Mas seu exemplo repercute até hoje, evidenciando a ressurreição.

Envolta nesse caldo sociopolítico, teológico e cultural, as CEBs pontificaram-se como instância de denúncia das mazelas dos pequeninos de Deus e do anúncio de um Reino de Paz de Justiça aqui na terra. Criaram entidades de apoio às populações em situação de vunerabilidade, como a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e o conselho Indigenista Missionário (Cimi). E cultivam os mártires da caminhada, fazendo memória de pessoas que deram a vida em nome das causas populares, entre eles o seringueiro Chico Mendes, o Padre João Bosco Burnier, a Irmã Dorothy Stang, o índio Simão Bororo e a líder rural Margarida Alves.

Desse modo, as CEBs se colocam hoje como portadoras de um jeito de ser Igreja que se expressa no profetismo de uma ação pastoral que vai até onde o povo está, no fortalecimento da rede de comunidades e na formação permanente de lideranças leigas. Constituem-se como um setor da Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dividem-se em regionais e têm suas instâncias de organização, debate e deliberação. Além disso, possuem encontros periódicos, dos quais o Intereclesial é o de maior envergadura. Realizado a cada quatro anos, o evento trata de um tema central, discutido em etapas anteriores, a partir da metodologia ver, julgar e agir.

O próximo Intereclesial, o 14°, será em janeiro de 2018, em Londrina (PR), com expectativa de 3,5 mil pessoas do país inteiro, e vai debater “Os desafios das CEBs diante do mundo urbano”. Tema urgente e complexo, que se refere a um Brasil de 208 milhões de habitantes, com 84% deles vivendo nas cidades e 25% do PIB concentrado em apenas cinco deles, conforme dados do IBGE. Um baita desafio a ser discutido à luz do Evangelho de Cristo. Amém! Axé! Awire! Aleluia!

Revista Ave Maria / Novembro de 2017

 

Campanha Missionária 2017

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“A alegria do Evangelho para uma Igreja em saída” é o tema da Campanha Missionária de 2017. O papa Francisco nos lembra que “a alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus” (EG 1). Essa alegria é missionária, precisa ser anunciada a todos os povos, ad gentes, em todos os tempos e lugares.

A Igreja Povo de Deus é constituída por diferentes sujeitos da missão, de diversas idades e etnias, conforme destaca o cartaz e o lema da companha: “Juntos em missão permanente”. Isso reforça a importância de caminharmos unidos, após nos deixarmos encontrar por Jesus Cristo. A missão se realiza com participação de todos no caminhar juntos e na comunhão.

O objetivo é motivar as comunidades a participarem da missão da Igreja em todos o mundo, por meio da reflexão, da oração e da oferta no Dia Mundial das Missões (21 e 22 de outubro). A generosidade de todos contribui com projetos missionários e propagar a Boa Nova de Jesus para toda a humanidade.

O papa Francisco lembra a todos nós: “A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus” (EG 1). Essa alegria que preenche os corações, precisa ser anunciada a todos, em todos os tempos e lugares, como fizeram os pastores em Belém. A melhor notícia de todos os tempos é aquela que Cristo trouxe: a salvação! E a salvação anunciada por Jesus Cristo tem alcance universal. É para todos os povos.

O Brasil tem cerca de 25.500 padres. A maioria está concentrado no Sudeste. Há carência de padres na Região Amazônica, no Centro-Oeste e no Nordeste. Entretanto, a Igreja no Brasil também precisa cooperar, enviando missionários presbíteros para outros países onde a necessidade é ainda maior.

34ª FESTA EM LOUVOR À NOSSA SENHORA APARECIDA

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O CANTO NA LITURGIA

A música sacra é tanto mais santa quanto mais intimamente se articula com a ação litúrgica, contribuindo para a expressão mais suave e unânime da oração ou conferindo ao ritual maior solenidade. (SC 112)

“Toda música sacra é música religiosa, mas nem toda música religiosa é música sacra”.

O canto é um dos elementos mais importantes da celebração litúrgica. A sua motivação e a sua dinâmica encontram-se, sobretudo, em dois documentos: a instrução Musicam sacram, de 1967, e a Introdução à Liturgia das Horas (1971: IGLH 267-284).

O canto exprime e realiza as nossas atitudes interiores. Tanto na vida social como na cúltico-religiosa, o canto não só exprime, como, em certa medida, realiza os sentimentos interiores de louvor, adoração, alegria, dor, súplica. «Não se pode considerar mero adorno, extrínseco à oração. “Antes, irrompe das profundezas da alma de quem reza e louva ao Senhor» (IGLH 270). «A celebração do Ofício divino com canto é a forma mais condizente com a natureza desta oração. Além disso, ela marca também uma solenidade mais completa, ao mesmo tempo que traduz uma união profunda dos corações no canto dos louvores de Deus. Por isso, vivamente se recomenda àqueles que celebram o Ofício divino no coro ou nas comunidades» (IGLH 268).

O canto fomenta a unidade e exprime os sentimentos comunitários: pode-se dizer que o canto faz comunidade. Além disso, cria um clima mais solene e festivo na oração: «nada mais festivo e mais desejável, nas ações sagradas do que uma assembleia que, toda inteira, expressa a sua fé e a sua piedade por meio do canto» (MS 16). «O que ama, canta», como disse Santo Agostinho.

A introdução à Liturgia das Horas exprime bem os valores do canto, assim como o critério da «solenidade progressiva», pelo que se ressaltam especialmente com o canto os momentos mais importantes da celebração e também as celebrações mais expressivas no conjunto da semana ou do ano litúrgico (cf. IGLH 272-284).

O canto tem, na Liturgia, uma função ministerial: não é como um concerto, em que se canta pelo canto em si e pelo seu prazer artístico. Aqui, o canto ajuda, sobretudo, a que a comunidade entre mais em sintonia com o mistério que celebra.

Ao mesmo tempo, cria um clima de união comunitária e festiva, ajuda pedagogicamente a exprimir a nossa participação no mais profundo da celebração.

Assim, o canto converte-se em «sacramento», tanto do que nós sentimos e queremos dizer a Deus, como da graça salvadora que nos vem dele.

Segundo o Catecismo, «o canto e a música desempenham a sua função de sinais, dum modo tanto mais significativo, quanto “mais intimamente estiverem unidos à ação litúrgica”, segundo três critérios principais: a beleza expressiva da oração, a participação unânime da assembleia nos momentos previstos e o caráter solene da celebração. “Participam, assim, da finalidade das palavras e das ações litúrgicas: a glória de Deus e a santificação dos fiéis» (CIC 1157).

Desafios Pastorais

Continua-se cantando “na” liturgia qualquer música religiosa, catequética ou de mensagem, em vez de cantar “a” liturgia. Este mesmo erro ocorre também quando alguns movimentos ou grupos propõem músicas que não estão de acordo com a ação ritual e os tempos litúrgicos. (Est. da CNBB 79, n°27)

Sintomas Preocupantes

Celebrações promovidas por movimentos religiosos, congregando frequentemente grande número de participantes, aqui e acolá, com ampla divulgação da mídia, pouco levam em conta os textos litúrgicos, substituindo-os facilmente por letras de grande pobreza existencial, poética e teológica. (CNBB 79, n°43)

Descamba-se desvios preocupantes, (…) seja pelo exagerado individualismo, intimista e sentimentalista, muito “eu” e muito “meu”, desvirtuando a dimensão comunitária da fé, numa busca de emoções que reduz a relação com Deus a mero jogo de sentimentos, sem a profundidade e a amplitude do compromisso cristão.

Cantos que são o próprio RITO

São os cantos indispensáveis e insubstituíveis, que devem ser cantados na íntegra, porque são o próprio texto ritual, assim como se apresenta na Liturgia. São eles:

} Ato Penitencial: Senhor, tende piedade

} Hino de Louvor: Glória

} Credo

} Cordeiro de Deus

} Santo

} Pai Nosso

Alguns cantos na celebração têm a função de acompanhar um rito, que em geral são as procissões, os movimentos. São necessários, mas não indispensáveis menos importantes que os que constituem o rito. É o chamado “Próprio de cada Missa”, que, portanto, muda, conforme o Tempo Litúrgico, a Palavra, o momento celebrativo, o tipo de Celebração e de assembleia… São eles:

} Canto entrada

} Aclamação ao Evangelho: Aleluia! (exceto no tempo da quaresma – Aleluia!)

} Canto de Preparação das Oferendas

} Canto da Paz (facultativo)

} Canto de Comunhão

} Pós-Comunhão (facultativo)

} Louvor Final (facultativo)

Assim, já não se trata de cantar qualquer canto na liturgia cristã, só porque é bonito, mas cantar a própria liturgia, os textos rituais, o que exige conhecimento da liturgia e da função ritual de cada canto.

Em algumas paróquias se adota o HINÁRIO LITÚRGICO que dá um caráter de unidade a toda paróquia além de favorecer uma liturgia onde os cantos favoreçam à oração e não sejam apenas meros adornos que caminham separadamente daquilo que se celebra.

Por isso dizia com razão Santo Agostinho: “Cantar é próprio de quem ama”, e há um provérbio antigo que afirma: “Quem canta bem, reza duas vezes”. (IGMR nº19)

“Ver Jesus” é o anseio mais profundo do coração humano

Esse conhecimento não é simples informação, mas deve ser traduzido numa experiência íntima e mobilizadora, num encontro que dê sentido à vida.

A experiência da fé, encontro pessoal com Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida, alimentará o processo de conversão dos filhos e filhas de Deus, dando um novo sentido á existência e fará sentir a profunda alegria de ser discípulo de Jesus na comunidade e no testemunho do Reino de Deus.

Hoje, mesmo sem saber expressar desse modo os que buscam, são muitos os que querem ver, conhecer e encontrar Jesus. Na verdade, ele é a resposta aos anseios mais profundos do ser humano, pois, “ilumina todo ser humano que vem a este mundo”.

“Ver” significa conhecer e ter experiência pessoal de Jesus. O desejo de ver revela o querer participar da vida por Ele oferecida.

“Ver Jesus” significa, de fato, acolher sua Pessoa com alegria. Ele é nosso único Salvador. No seu seguimento encontramos a resposta às exigências mais profundas de nossa vida.

“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,16): é a revelação que Jesus faz, de si mesmo, aos seus discípulos, indicando-lhes o sentido de um verdadeiro encontro com Ele. “Eu sou” indica Jesus, o Verbo Encarnado, como presença de Deus na história. Ele é, por isso mesmo, o revelador por excelência e o missionário do Pai. Assim, ser discípulo de Jesus, “Caminho, Verdade e Vida”, é tornar-se missionário: “como o Pai me enviou, também eu vos envio” (Jo 20,2Ib).

O encontro pessoal com Jesus Cristo vivo, o novo Moisés, indica o êxodo de si para a ida ao encontro dos outros, solidariamente. A “Verdade” é Jesus Cristo, a Palavra encarnada, e não um sistema organizado de idéias e de conceitos. Ele é a Verdade que dá pleno sentido à nossa vida, ajudando-nos a compreender o significado profundo de nossas experiências.